terça-feira, 6 de novembro de 2012
Educação musical e Musicoterapia
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÂO CARLOS
CURSO : Licenciatura em educação musical
DISCIPLINA : Educação musical – prática e ensino 4
PROFESSORA : Lisbeth Soares
TUTORA : Manuela
ALUNOS : André Francisco Diniz e Clebis Davi Scatolin Rodrigues
AT 6.3 Mapa conceitual – atividade em dupla
A educação musical especial dispõe muitas vezes de métodos e recursos que podem ser aplicados também na Musicoterapia. Diante dessa ligação entre seus elementos, iniciamos o nosso mapa. Aliás, em muitas atividades de educação musical, podemos observar que os objetivos e as metodologias, tendem a desenvolver aspectos clínicos e psicológicos, voltados para um estágio de tratamento físico e/ou mental, buscando sempre um melhor desenvolvimento do aluno, estimulando a musicalidade e contribuindo para a melhoria de sua qualidade de vida. E assim seguimos com os conceitos de aprendizagens, objetivos e as aulas.
De acordo com o texto I (Conceição et al, 2004) do material didático disponibilizado em PDF, “A educação musical especial: aspectos históricos, legais e metodológicos”, a autora: Claudia Eboli Corrêa dos Santos, faz um breve comentário a respeito do texto em questão (pág 49) e diz: Em nosso entendimento, objetivos como “melhora da coordenação motora, relação social, etc…” não correspondem aos específicos da área de educação musical. Seria mais adequado especificar tais objetivos como secundários, ou como sendo consequência de um trabalho de educação musical, onde se privilegia o aprendizado musical, porém o que notamos, é que o foco das aulas está voltado para a reabilitação, com conotação terapêutica.
Acreditamos que muitas atividades de musicalização, possam ser também aplicadas e entendidas como atividades de Musicoterapia. Em momentos de escuta e apreciação musical, improvisos, performances, desinibição, socialização, etc..., as duas áreas de ensino se encontram e se completam. Diante disto, podemos observar no mapa, que os fundamentos e as particularidades caminham sempre bem próximos e se cruzam em alguns momentos.
Notamos que na Musicoterapia, o conceito de teoria musical, seja bem pouco usado, ou visto como sem valor terapêutico… porém acreditamos que esse conceito poderia ser facilmente adaptado, e com certeza traria ótimos ganhos para o cliente/paciente. E da mesma forma, o educador musical poderia absorver mais os conceitos e as aplicações da Musicoterapia e acondicioná-los as suas práticas musicais e/aulas, buscando sempre obter um resultado mais dinâmico, envolvente, prazeroso e construtivo para o aluno.
Identificamos também algumas diferenças e dificuldades enfrentadas pelas áreas quanto ao campo de atuação. Por exemplo, a musicoterapia tem a seu dispor um espaço de atuação mais dilatado, hospitais, clínicas, instituições, com equipes multidisciplinares, ONG’s, consultórios particulares, etc. Com isso nota-se, que a sociedade como um todo já conhece e reconhece esse tipo de terapia, valorizando o profissional musicoterapeuta.
Já o educador musical especial apesar de estar de “mãos dadas” com o musicoterapeuta e ser conhecido também, está limitado há algumas instituições, como escolas especiais e as próprias escolas de música, que na maioria dos casos não possuem classes e ferramentas específicas para os alunos com necessidades especiais. Sendo assim, finalizamos o nosso mapa conceitual, expondo um pouco dos locais de trabalho para os dois profissionais.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Música e corpo !!!
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
Curso: Licenciatura em educação musical
Disciplina: Educação musical- prática e ensino-3
Professora: Melina fernandes
Tutora: Manuela Cristina de Souza
Aluno: André Francisco Diniz
AT1.2 Relato: Como percebo meu corpo no espaço durante a minha prática musical?
Quando vamos ouvir uma música, ou até mesmo tocar uma música, o nosso corpo, automaticamente, se coloca em estado de alerta e atenção.
A mente, se posiciona, e os ouvidos ficam preparados para decifrar, receber, diluir e contextualizar, todo o evento sonoro musical ou não, que lhe for atribuído.
Com isso, o corpo vibra, pulsa e se movimenta; com maior intensidade do que o normal.
Quando tocamos um instrumento, a música é sempre ouvida por nós mesmos, em nosso interior.
Antes de executarmos as notas e os acordes musicais, já sabemos de ante-mão, os sons que produziremos, suas cadências, suas dissonâncias, etc.
Mas, nem sempre isso ocorre desta forma, muitas vezes, imaginamos uma coisa, e quando tocamos, o resultado não é o esperado. Com o passar dos anos, vamos assimilando a parte, melódica e harmônica das músicas, e isto nos dá condição para que possamos executar melhor as peças, com mais desenvoltura, desinibição, tranquilidade, confiança e fidelidade; para que tudo isto transmita ao ouvinte, uma maior realidade e sentimentalidade, que foram pensadas pelo compositor.
Quando tocamos com um grupo, temos sempre que ficarmos bem atentos a todos os integrantes do grupo, pois o resultado final será comum á todos. Devemos demonstrar segurança, domínio e boa técnica com o instrumento, para que os colegas também se sintam motivados e seguros.
Já no estudo ou apresentação individual, a performance vai depender só de nós mesmos, e o corpo tende a trabalhar de acordo com os impulsos nervosos, que lhes forem apresentados; sem muita preocupação, com outros acontecimentos que possam estar ao nosso redor, nos dando assim liderança aos nossos atos, em nossas expressões.
O tempo, ambiente climático, pode interferir bastante em uma performance; se estiver muito frio, ou muito calor, o corpo reagirá a estas temperaturas também, causando desconforto, impaciência e nervosismo, que influênciarão em muito no resultado final.
Quando nos sentimos bem, tocando nossos instrumentos, independente da posição ou postura em que nos encontramos, mesmo que esta não tenha sido indicada por nossos professores, devemos sim executarrmos nossas peças, visto que isto não esteja dificultando e nem nos incomodando.
A partir do momento que a música começa a ser tocada, temos que deixar o corpo reagir naturalmente, e direcionarmos nosso pensamento para esse acontecimento musical, de forma espontânea, a fim de que tudo transcorra em uma perfeita harmonia e sintonia, entre a escuta e a reação do corpo.
Mesmo em se tratando da escuta de gravações, músicas antigas, eletrônicas ou de concertos, o que devemos sempre fazer, é filtrarmos nossas percepções e escutas, e sentirmos a verdadeira mensagem que esta canção tem para nos transmitir.
Temos que dialogar com a música, através do nosso corpo e mente, sempre!!!!
Educação musical para crianças autistas
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
CURSO : Licenciatura em educação musical
DISCIPLINA : Educação musical – prática e ensino 4
PROFESSORA : Lisbeth Soares
TUTORA : Manuela
ALUNO : André Francisco Diniz
AT.3.3 - (Avaliativa) - Reflexões sobre o texto (AT Individual)
O autismo e seu diagnóstico: terminologias e suas confusões
trecho do texto :
O diagnóstico de autismo, recebido por Temple, é retratado como tendo sido feito de forma objetiva e clara. Em apenas algumas consultas é identificada a síndrome e comunicado à mãe como autismo grave, porém a própria Temple em entrevistas posteriores destaca a dificuldade no diagnóstico correto quando se trata do autismo:
Para algumas crianças, pergunto se o diagnóstico principal mais apropriado seria autismo. Tenho visto, em encontros sobre autismo, crianças com dificuldade para andar com diagnóstico de autismo. Muitos, não todos, desses casos me parecem ter alguma coisa muito diferente de autismo. Precisa-se olhar para cada caso e fazer o que for apropriado. (EDELSON, 1996).
As confusões a respeito do conceito de autismo não são atuais, mas atravessam décadas. Historicamente esse transtorno já foi conhecido como psicose atípica, psicose borderline, psicose infantil precoce, psicose simbiótica,esquizofrenia infantil, esquizofrenia infantil precoce, afasia expressiva, afasia receptiva entre outros (LAUFER; GAIR, 1969).
Comentários :
O diagnóstico é clínico, ou seja, dado por um profissional treinado, capaz de, através da observação e entrevista com pais e pacientes, identificar sinais e sintomas peculiares. Antes dos três anos de vida já são observados padrões de comportamento distintos em relação aos outros indivíduos da mesma idade. Ainda bebês, podem possuir alterações de sono deixando muitos pais surpresos com a quietude da criança ou com seu choro incessante; não se aninham e, inclusive, apresentam certa aversão ao contato físico; não imitam o gesto dos pais (como, por exemplo, acenar ao se despedir) ou apresentam movimentos antecipatórios (estender os braços visando ir a um dos pais); não mantêm contato visual e tendem a uma forma atípica de olhar e não compartilham um foco de atenção. À medida que vão crescendo, chama a atenção o fato de parecerem não escutar os comandos dados, haver uma ausência de medos reais, uma aparente insensibilidade à dor, uma forma diferente de andar - “na ponta dos pés” - e a presença de gestos estranhos (estereotipias) nas quais buscam conforto (como, por exemplo, balançar o tronco).
O diagnóstico precoce e a pronta intervenção não trazem a cura, mas, sem dúvida, promovem uma melhor qualidade de vida para esses pacientes e toda sua família , os tratamentos recomendados atualmente são específicos para cada caso. Um processo fundamental para o bom desenvolvimento é a pratica da inclusão escolar, com acompanhamento de uma equipe multidiciplinar sob a orientação de um psiquiatra , vale lembrar que todos os profissionais devem ter especialização em autismo.
O autismo é um distúrbio do desenvolvimento. Uma deficiência nos sistemas que processam a informação sensorial recebida faz a criança reagir a alguns estímulos de maneira excessiva, enquanto a outros reage debilmente. Muitas vezes, a criança se ausenta" do ambiente que a cerca e das pessoas circunstantes a fim de bloquear os estímulos externos que lhe parecem avassaladores.
O autismo é uma anomalia da infância que isola a criança de relações interpessoais. Ela deixa de explorar o mundo à sua volta,permanecendo em vez disso em seu universo interior.
Os sistemas de classificação mais utilizados para realizar o diagnóstico são o " Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais " - DSM-IV-TR, da Associação Americana de Psiquiatria ( APA ) e a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID -10, da Organização Mundial de Saúde ( OMS ). Estes dois sistemas definem o autismo como Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD).
De acordo com o CID-10, é caracterizado por um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e pela presença de uma perturbação característica do funcionamento na interação social, comunicação e comportamento focalizado e repetitivo.
Fontes : http://www.autismopipa.com.br/pagina1.html
http://www.autismonossahistoria.com.br/node/8
Autismo e inteligência
trecho do texto :
Uma preocupação importante é a de que a ênfase postada nas habilidades acadêmicas, visuoespaciais e mecânicas de Temple Grandin, destacadas no filme, possam reforçar no telespectador leigo a noção equivocada de que pessoas com autismo são extremamente inteligentes. Este estereótipo popular do autismo parece ter sido historicamente construído através da generalização daquelas habilidades presentes em casos de autismo de alto funcionamento, associada a informações equivocadas.
A mídia tem se ocupado há algum tempo em destacar as habilidades especiais em casos de autismo, retratado, por exemplo, nos filmes Rain Man (1988) e Código para o Inferno (1998). Aqui os protagonistas possuem habilidades superiores como contar palitos ou cartas com notável destreza, decifrar códigos complexos e resolver problemas de ordem lógica com rapidez e facilidade.
Comentários :
Em relação a este trecho , eu entendo que as pessoas portadoras do autismo , possuem uma maneira diferente de enxergar o mundo e tudo a sua volta . Para eles , a valorização das habilidades , não tem nenhum sentido . Eles simplesmente gostam de explorar e de sentir as situações e as emoções , colocando quase sempre , uma espécie de barreira ou obstáculo , na apreciação desses momentos . Os seus valores são medidos de acordo com suas próprias opiniões e gostos .
O autismo é um grave transtorno do desenvolvimento, descrito pela primeira vez em 1943, pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner, e pressupõe alterações nas seguintes áreas:
1. Interação Social
2. Comunicação
3. Interesses e atividade
A psiquiatra inglesa Lorna Wing formulou o conceito de espectro autístico, referindo-se à larga gama de manifestações possíveis com comprometimentos na sociabilização, comunicação e imaginação (interesses), desde o retardo mental severo à inteligência normal com habilidades muito acima do normal em algumas áreas.
Pessoas autistas não necessariamente têm retardo mental. Existem pessoas autistas com inteligência preservada, que ainda assim apresentam alterações nas áreas mencionadas.
Fontes de pesquisa : http://www.cradd.org.br/autismo.html
Educação Inclusiva
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
CURSO : Licenciatura em educação musical
DISCIPLINA : Educação musical – prática e ensino 4
PROFESSORA : Lisbeth Soares
TUTORA : Manuela
ALUNO : André Francisco Diniz
Resenha Crítica
Título : Unidos por um só ideal
Sub-título : Juntos somos um por : André Diniz .
Educação especial na perspectiva da educação inclusiva : Desafios da implantação de uma política nacional ( Educar em revista , Curitiba , Brasil , nº 41 , págs . 61-79 , jul . / set . 2011 . Editora UFPR ) da Doutora em educação e Docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul ( UFMS) , Campus do Pantanal . “ Mônica de Carvalho Magalhães Kassar “ , que aborda os desafios do oferecimento de uma educação especial , diante da atual política de educação inclusiva do Governo Federal . Apresentando um breve histórico sobre a Educação Especial no Brasil , trazendo também o estudo de um caso de um aluno com necessidades especiais em uma escola , tido como sucesso e conclui ressaltando os impasses colocados pelo governo federal , para a atual política educacional .
A autora debate e instiga o leitor a fazer uma análise crítica perante o sistema político administrativo e legislativo , da atual política brasileira , sobre a inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas públicas ; embora suas citações sejam muito animadoras , ela apresenta também alguns desafios que devem ser enfrentados por todos nós .
De acordo com alguns estudos , a inserção desses alunos , junto dos demais , considerados “ Normais “ trazem ganhos não só para eles mesmos , mas mas também para os pais desses alunos , para os professores e toda a comunidade em geral .
Ela relata o surgimento de escolas especializadas para esses alunos na década de 50 e 60 , como por exemplo a : Pestalozzi do Brasil ( que surgiu no Rio de Janeiro em 1945 e a APAE ( Associação de pais e amigos dos excepcionais ) que surgiu em 1954 , também no Rio de Janeiro .
A partir de 1969 , o governo brasileiro , começou a colocar na balança os gastos eu investimento que seria possível para a educação , formação de recursos humanos e para o desenvolvimento do país .
De acordo com o discurso do então presidente da República Emílio Garrastazu Médici ,(1969 – 1974) , um retardado e internado entre as idades de 10 e 60 anos , nos Estados Unidos , para ser cuidado , custaria aos cofres públicos do Estado , algo em torno de US$ 5.000 ao ano , ou um total de US$ 250.000durante toda a sua vida .
Vemos portanto , que o governo se preocupa em 1ªinstância com os gastos que estes cidadãos possam acarretar ao governo . Eu até concordo que seja feito esse levantamento , mas que se apresente também ideias e atitudes que possam driblar e compensar esses gastos , visando sempre o bem estar e a inclusão dessas pessoas na sociedade , no trabalho e na vida . Sabemos que todos os portadores de necessidades especiais possuem suas limitações e suas qualidades , assim como qualquer um de nós , e que quando bem exploradas , podem trazer ganhos consideráveis para o país , sejam nas áreas artísticas , esportivas , biológicas , sociais e humanas .
Vemos hoje , a implantação de uma “ política de educação inclusiva “ que conta com um conjunto de programas e ações , como por exemplo : “ Programa Nacional de Formação Continuada de Professores na Educação Especial “ , “ Formação de Professores para o Atendimento Educacional Especializado “ , “ Programa de Implantação de salas com recursos multifuncionais “ , Escola Acessível “ , “ Programa Incluir “ , entre outros .
Enfim , o aumento das matrículas de alunos com Necessidades de Educação Especial nas classes comuns do ensino regular , cresceu significativamente e em consequência á isso , devemos enfrentar os desafios que chegam junto com essas inclusões .
A intenção é a melhor possível , e é isso que nos conforta e nos dá ânimo para prosseguirmos em busca de uma vida melhor para todos . Temos que estabelecer laços com o Governo , com as Secretarias de Educação , com os Municípios , a fim de que todos nós juntos , possamos caminhar em um só sentido , em uma única direção , que é a da inclusão , da dignidade , do bem-estar social e do caminho da garantia de uma vida repleta de oportunidades , respeito e acessibilidade ; não só para os portadores de Necessidades Especiais , mas também para toda a população , comunidade e sociedade em geral , sem distinções e exclusões . Temos que tocar os corações e os pensamentos dos nossos empresários , dos nossos políticos e dos demais dirigentes , para que juntos possamos fazer do nosso país e do mundo , um lugar bom para se viver , hoje , amanhã e sempre .
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