domingo, 28 de outubro de 2012
Educação musical para crianças autistas
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
CURSO : Licenciatura em educação musical
DISCIPLINA : Educação musical – prática e ensino 4
PROFESSORA : Lisbeth Soares
TUTORA : Manuela
ALUNO : André Francisco Diniz
AT.3.3 - (Avaliativa) - Reflexões sobre o texto (AT Individual)
O autismo e seu diagnóstico: terminologias e suas confusões
trecho do texto :
O diagnóstico de autismo, recebido por Temple, é retratado como tendo sido feito de forma objetiva e clara. Em apenas algumas consultas é identificada a síndrome e comunicado à mãe como autismo grave, porém a própria Temple em entrevistas posteriores destaca a dificuldade no diagnóstico correto quando se trata do autismo:
Para algumas crianças, pergunto se o diagnóstico principal mais apropriado seria autismo. Tenho visto, em encontros sobre autismo, crianças com dificuldade para andar com diagnóstico de autismo. Muitos, não todos, desses casos me parecem ter alguma coisa muito diferente de autismo. Precisa-se olhar para cada caso e fazer o que for apropriado. (EDELSON, 1996).
As confusões a respeito do conceito de autismo não são atuais, mas atravessam décadas. Historicamente esse transtorno já foi conhecido como psicose atípica, psicose borderline, psicose infantil precoce, psicose simbiótica,esquizofrenia infantil, esquizofrenia infantil precoce, afasia expressiva, afasia receptiva entre outros (LAUFER; GAIR, 1969).
Comentários :
O diagnóstico é clínico, ou seja, dado por um profissional treinado, capaz de, através da observação e entrevista com pais e pacientes, identificar sinais e sintomas peculiares. Antes dos três anos de vida já são observados padrões de comportamento distintos em relação aos outros indivíduos da mesma idade. Ainda bebês, podem possuir alterações de sono deixando muitos pais surpresos com a quietude da criança ou com seu choro incessante; não se aninham e, inclusive, apresentam certa aversão ao contato físico; não imitam o gesto dos pais (como, por exemplo, acenar ao se despedir) ou apresentam movimentos antecipatórios (estender os braços visando ir a um dos pais); não mantêm contato visual e tendem a uma forma atípica de olhar e não compartilham um foco de atenção. À medida que vão crescendo, chama a atenção o fato de parecerem não escutar os comandos dados, haver uma ausência de medos reais, uma aparente insensibilidade à dor, uma forma diferente de andar - “na ponta dos pés” - e a presença de gestos estranhos (estereotipias) nas quais buscam conforto (como, por exemplo, balançar o tronco).
O diagnóstico precoce e a pronta intervenção não trazem a cura, mas, sem dúvida, promovem uma melhor qualidade de vida para esses pacientes e toda sua família , os tratamentos recomendados atualmente são específicos para cada caso. Um processo fundamental para o bom desenvolvimento é a pratica da inclusão escolar, com acompanhamento de uma equipe multidiciplinar sob a orientação de um psiquiatra , vale lembrar que todos os profissionais devem ter especialização em autismo.
O autismo é um distúrbio do desenvolvimento. Uma deficiência nos sistemas que processam a informação sensorial recebida faz a criança reagir a alguns estímulos de maneira excessiva, enquanto a outros reage debilmente. Muitas vezes, a criança se ausenta" do ambiente que a cerca e das pessoas circunstantes a fim de bloquear os estímulos externos que lhe parecem avassaladores.
O autismo é uma anomalia da infância que isola a criança de relações interpessoais. Ela deixa de explorar o mundo à sua volta,permanecendo em vez disso em seu universo interior.
Os sistemas de classificação mais utilizados para realizar o diagnóstico são o " Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais " - DSM-IV-TR, da Associação Americana de Psiquiatria ( APA ) e a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID -10, da Organização Mundial de Saúde ( OMS ). Estes dois sistemas definem o autismo como Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD).
De acordo com o CID-10, é caracterizado por um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e pela presença de uma perturbação característica do funcionamento na interação social, comunicação e comportamento focalizado e repetitivo.
Fontes : http://www.autismopipa.com.br/pagina1.html
http://www.autismonossahistoria.com.br/node/8
Autismo e inteligência
trecho do texto :
Uma preocupação importante é a de que a ênfase postada nas habilidades acadêmicas, visuoespaciais e mecânicas de Temple Grandin, destacadas no filme, possam reforçar no telespectador leigo a noção equivocada de que pessoas com autismo são extremamente inteligentes. Este estereótipo popular do autismo parece ter sido historicamente construído através da generalização daquelas habilidades presentes em casos de autismo de alto funcionamento, associada a informações equivocadas.
A mídia tem se ocupado há algum tempo em destacar as habilidades especiais em casos de autismo, retratado, por exemplo, nos filmes Rain Man (1988) e Código para o Inferno (1998). Aqui os protagonistas possuem habilidades superiores como contar palitos ou cartas com notável destreza, decifrar códigos complexos e resolver problemas de ordem lógica com rapidez e facilidade.
Comentários :
Em relação a este trecho , eu entendo que as pessoas portadoras do autismo , possuem uma maneira diferente de enxergar o mundo e tudo a sua volta . Para eles , a valorização das habilidades , não tem nenhum sentido . Eles simplesmente gostam de explorar e de sentir as situações e as emoções , colocando quase sempre , uma espécie de barreira ou obstáculo , na apreciação desses momentos . Os seus valores são medidos de acordo com suas próprias opiniões e gostos .
O autismo é um grave transtorno do desenvolvimento, descrito pela primeira vez em 1943, pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner, e pressupõe alterações nas seguintes áreas:
1. Interação Social
2. Comunicação
3. Interesses e atividade
A psiquiatra inglesa Lorna Wing formulou o conceito de espectro autístico, referindo-se à larga gama de manifestações possíveis com comprometimentos na sociabilização, comunicação e imaginação (interesses), desde o retardo mental severo à inteligência normal com habilidades muito acima do normal em algumas áreas.
Pessoas autistas não necessariamente têm retardo mental. Existem pessoas autistas com inteligência preservada, que ainda assim apresentam alterações nas áreas mencionadas.
Fontes de pesquisa : http://www.cradd.org.br/autismo.html
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